Cuidados com o make de Carnaval


Make sem complicação
 Cílios postiços, maquiagens com glitter e pinturas de rosto exigem cuidados. Eles podem provocar alergias e outras reações indesejadas.Uma das melhores partes do Carnaval é poder criar looks divertidos e ousados. É hora de abusar das cores vibrantes, despojar-se das regras e cair na folia. Para aproveitar ao máximo, vale ter alguns cuidados com a saúde. E não é só para evitar a ressaca, os olhos e a pele também merecem atenção.



 Uma dica importante é não compartilhar rímel, lápis de olho e sombras. “Dividir a maquiagem pode parecer inofensivo, mas é aí que mora o perigo. Muitas pessoas desconhecem que esse compartilhamento pode acabar espalhando vírus e bactérias, que causam a famosa conjuntivite. Isso é problemático, ainda mais em um período de grande aglomeração de pessoas”, alerta o oftalmologista José Rodrigues, do Instituto de Saúde Ocular do DF (Isovisão).


 O glitter, item muito usado para complementar o visual, pode se tornar um vilão, por isso é preciso muito cuidado na hora de usar. “As partículas são muito pequenas e são difíceis de retirar quando caem no olho. Ao coçar ou esfregar o local, além de irritar o olho, a pessoa corre o risco de arranhar a córnea e causar um problema mais grave”, explica o especialista.
 Os cílios postiços são outros que precisam de precauções. Se a cola para fixação do produto cair dentro do olho, ela pode provocar ceratite, que é uma inflamação na córnea. Por isso, é essencial ler as instruções do rótulo, adquirir cílios de procedência confiável e ter muita atenção na hora de aplicá-los. Também há o risco de alergias e irritações na pálpebra. “Diante de qualquer sinal suspeito, o ideal é ir logo ao médico. Se um quadro de ceratite evoluir, por exemplo, ele pode prejudicar seriamente a visão”, adverte o oftalmologista.
Pele protegida
A pintura de rosto está longe de ser uma exclusividade das crianças. Ela é uma ótima pedida para criar um personagem para as festas. Nesse caso, é fundamental usar tintas apropriadas para a pele e não para o papel e outras superfícies. “Uma tinta guache, por exemplo, tem componentes que ressecam a pele. À medida que vai secando, ela provoca, no mínimo, uma sensação de desconforto e coceira”, descreve o dermatologista Erasmo Tokarski.
Ele recomenda fazer um teste com a tinta em uma pequena parte do braço, por exemplo, e aguardar algumas horas. Se houver alguma reação adversa, a aplicação deve ser suspensa. O teste também é válido para maquiagens e sprays coloridos para cabelos.
Para quem deseja curtir os animados blocos de rua, é essencial proteger-se da radiação solar. “No Carnaval, as pessoas costumam passar várias horas expostas ao sol. Protetor solar é indispensável para evitar insolação e outros danos a longo prazo, como o envelhecimento precoce e o câncer de pele”, indica Tokarski. Outros aliados são os óculos de sol e os chapéus. 
 

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