Com Dan Stulbach, MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA chega a Brasília

by - 18.7.16



Nos dias 6 e 7 de agosto, a peça MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA chega a Brasília, para apresentações no Teatro da UNIP. A comédia de 80 minutos de duração traz Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Geribello no elenco, além do consagrado ator Dan Stulbach em um papel alucinante,reflexivo e questionador. "Afinal, louco é aquele que é diferente ou nós que somos loucos e não percebemos?


A irreverente comédia do escritor italiano Dario Fó, prêmio Nobel de Literatura em 1997 e um dos dramaturgos mais importantes da atualidade, foi escrita em 1970 e montada por Antônio Fagundes em 1982. Agora está de volta aos palcos após o grande sucesso da primeira temporada.

SINOPSE
Um louco cuja doença é interpretar pessoas reais é detido por falsa identidade.  Na delegacia, se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. A polícia afirma que ele teria se jogado pela janela do quarto andar.  A imprensa e apopulação acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco vai enganando um a um, assume várias identidades e, brincando com o que é ou não é real, desmonta o poder e acaba descobrindo a verdade de todos nós. Fó partiu de um caso verídico, o “suicídio” de um anarquista em Milão em dezembro de 1969. Sua engenhosidade, sua capacidade de escrever diálogos cortantes, de criar tipos diversos dentro de uma mesma peça, representados por um mesmo ator, aliado a um profundo senso cômico, dão dimensão universal ao texto. É sua peça mais conhecida, montada no mundo inteiro. Recentemente em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles.

OBJETIVOS
A farsa dos processos
A irreverente e caustica comédia de Dario Fó “Morte Acidental de um Anarquista” foi um dos seus textos que lhe deram projeção internacional que culminou no recebimento do premio Nobel de Literatura em 1997 como reconhecimento de sua obra. Escrita no inicio dos anos 70, Fó partiu de um caso verídico, o “suicídio” de um anarquista acusado de colocar uma bomba numa estação ferroviária matando 16 pessoas.
Saber das razões fatuais desse trágico acontecimento não é necessário para melhor entender o texto de Fó. Sua engenhosidade, sua capacidade de escrever diálogos cortantes, de criar tipos os mais diversos, dentro de uma mesma peça, representados por um mesmo ator, aliado a um profundo senso cômico, dão dimensão universal ao texto.
A polícia na impossibilidade de achar os verdadeiros culpados e pressionada pela opinião pública prende um anarquista ferroviário e lhe imputa toda a culpa. O caso estaria facilmente resolvido se não houvesse uma morte; a imprensa e a sociedade exigem o total esclarecimento do caso. No Brasil tivemos um caso em nossa história recente – do jornalista Wladimir Herzog, morto nos porões da ditadura militar. A versão oficial foi a de que ele teria cometido suicídio, sabemos muito bem o significado dessa farsa macabra.

A questão central da peça é o não cumprimento dos poderes de Estado para os quais foram constituídos, ou melhor, é sobre o uso abusivo de suas funções e prerrogativas. O executivo, o legislativo e o judiciário, não podem ultrapassar seus limites e atribuições. Infelizmente a vida cotidiana, a realidade dos fatos vividos pelo cidadão comum desmancha no ar a eficácia e a independência de suas instituições deixando os cidadãos atônitos.

JUSTIFICATIVAS

A universalidade do texto de Dario Fó se revela oportuna no Brasil dos dias hoje. Por sermos uma democracia recente, ainda estamos, a cada eleição, fortalecendo nossas instituições. As CPIs, invenção inglesa que ganhou notoriedade por nossas terras, já se transformaram em espetáculos midiáticos. A impressa que deveria se ater aos fatos, fazer um jornalismo apresentando todos os lados da questão aproveita-se dos conflitos, tira partido das situações, toma posições veladas e faz o espetáculo. E mais, se arvora a ocupar o lugar de uma justiça morosa e ineficiente, e sem escrúpulos acusa, julga, condena ou absolve como melhor lhe aprouver em consonância com seus interesses.
Creio ser este o cerne e atualidade do texto de Dario Fó. O personagem do Louco, cuja maior aspiração é representar um juiz como ponto alto de sua carreira, pois já se passou por médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, capitão do exercito entre outros diz: “Ah! como eu gostaria de ser um magistrado! Juiz é melhor de todas as profissões! Aqueles senhores e senhoras sérios, compenetrados, circunspectos, vestindo aquelas togas esvoaçantes de cetim preto que brilham até no escuro. Tal personagem tem o poder de destruir ou salvar alguém como e quando quiserem. Ditam, legislam, sentenciam, decretam... e são sagrados também! Juiz é a profissão, o personagem, que eu daria qualquer coisa pra representar, pelo menos uma vez na vida!”.
Investido desse poder, o Louco, vai revisar o processo que esta arquivado sobre a morte do anarquista. Desconstrói a farsa do inquérito, pois se a máxima diz que “se está nos autos, está no mundo”, a negação também deveria ser verdadeira, “se não está nos autos não está no mundo”, e nos sabemos que não é bem assim. “Vamos colocar isso no inquérito? Não. Não vamos, Ah! coloque isso, mas não tem provas, não tem problema”. O direito como ciência positiva está longe de infalibilidade, afinal, sua formulação é feita por humanos que atendem e tem interesses e não hesitam em dar um caráter bem relativo aos fatos ao sabor de sua conveniência. A montagem de um inquérito é fundamental para que se faça justiça; o juiz julga a partir dos autos, das provas e das circunstâncias para atenuar ou agravar uma pena.
O texto de Dário Fó é um recorte critico e contundente naquele que deveria ser um dos pilares da vida democrática, uma polícia e um judiciário que garantissem a todos o conceito de República, onde todos são iguais perante a lei. E não importa credo religioso, convicções políticas, poder econômico e posição social. Afinal, somos todos cidadãos com direitos e deveres.

FICHA TÉCNICA

Texto: Dario Fo
Tradução: Roberta Barni
Dramaturgia e Direção: Hugo Coelho
Elenco: Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Marcelo Castro, Maíra
Chasseraux
Música ao vivo: Rodrigo Geribello

SERVIÇO:

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Calovich, Marcelo Castro, Maíra Sasseraux e Rodrigo Geribello
Dias: 06 e 07 de agosto
Horário: sábado, às 21h, e domingo, às 20h
Local: Teatro UNIP – 913 Sul
Endereço: SGAS Quadra 913, s/nº - Asa Sul, Brasília – DF

Ingressos:

R$ 50 (meia)
R$ 100 (inteira)
QUEM PAGA MEIA*
- Estudantes e professores da rede pública ou particular, maiores de 60 anos e portadores de necessidades especiais;
* O documento que comprova a meia-entrada será exigido na entrada do espetáculo.
** A carteirinha estudantil só é válida se estiver dentro do prazo de validade e mediante a comprovação de frequência emitida pela instituição.
Vendas pela internet (com taxa de conveniência): www.naoperco.com
Pontos de venda físicos (sem taxa de conveniência)*:

Lojas Cia Toy e Belini:
Cia Toy Terraço Shopping (61) 3233-7240
Cia Toy Pátio Brasil (61) 3224-8334
Cia Toy Península Shopping (61) 3468-1727
Cia Toy Alameda Shopping (61) 3351-1963
Cia Toy Feira dos Importados (61) 3037-3782
Cia Toy Gilberto Salomão (61) 3248-7745
Cia Toy Iguatemi Shopping (61) 3468-3765
Cia Toy Águas Claras (61) 3435-2375
Cia Toy Parkshopping (61) 3233-6762
Cia Toy Taguatinga Shopping (61) 3024-1388
Belini Pães e Gastronomia, 113 Sul (61) 3345-0777

*Pagamento somente em dinheiro. No dia do espetáculo, ingressos à venda também na bilheteria do Teatro a partir das 12h.
Acessibilidade: Sim
Classificação indicativa: 12 anos
Mais Informações: (61) 4101-1121 ou (61) 4101-1230

Produção local: Grupo Mais Brasil Entretenimento

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