Espetáculo GRITOS encerra temporada no CCBB Brasília neste final de semana

Espetáculo GRITOS encerra temporada no CCBB Brasília neste final de semana
Apresentações acontecem entre 2 e 5 de março 




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Em Dos à Deux (1998), primeira montagem da companhia franco-brasileira de mesmo nome, estavam em cena apenas os seus fundadores, André Curti e Artur Luanda Ribeiro. Dezoito anos depois, a dupla de atores e diretores volta a trabalhar em duo, como no início da parceria, no espetáculo Gritos. Com concepção, dramaturgia, cenografia e direção de André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a nova peça da Cia. Dos à Deux é formada por três poemas gestuais metafóricos criados a partir de um tema: o amorA peça teve estreia no CCBB Rio de Janeiro, em novembro de 2016, e já conquistou o Prêmio Cesgranrio de Teatro em duas categorias – Melhor Cenário e Melhor Iluminação – além de inúmeras indicações nos maiores prêmios do teatro brasileiro.


Gritos cumpriu um início de temporada com sucesso no Teatro I do CCBB Brasília, entre 8 e 19 de fevereiro. Agora, depois do feriado de carnaval, o brasiliense ganha última chance para conferir o espetáculo da Dos À Deux, entre 2 e 5 de março de 2017. As sessões acontecem sempre às 20h, com sessão extra no dia 5 de março, às 17h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) e são vendidos na bilheteria do CCBB Brasília e no site https://web.upingressos.com.br/Da Capital, Gritos segue, ainda, para as unidades do CCBB em São Paulo e Belo Horizonte. 


Em uma atmosfera onírica, os três poemas que compõem Gritos são revelados por meio de uma partitura gestual sutil e minuciosa. Inspirada em temas da atualidade, a dramaturgia foi criada durante o processo de pesquisa e de criação artística. As pessoas invisíveis na sociedade, o preconceito, o desprezo, os refugiados, a guerra e o amor permeiam os três poemas– os três gritos.  

Há anos trabalhando com teatro gestual, a dupla experimenta, neste novo trabalho, a transformação de seus próprios corpos em bonecos de proporções humanas, como se estivessem refletidos no espelho. Com colaboração da marionetista russa Natacha Belova (responsáveltambém, pelos bonecos do espetáculo Irmãos de sangue) e do brasileiro Bruno Dante, André e Artur tiveram partes dos seus corpos – cabeça, mãos, pés e braços – esculpidos com gesso e depois trabalhados em diferentes materiais. 



“Essa pesquisa, na fronteira entre artes plásticas, formas animadas, teatro e dança, nos fez ter uma nova sensação gestual que, até então, nãhavíamos experimentado. Um gestual potente, complexo e contido”, explica Artur. “Ao longo da criação, na pesquisa de formas animadas, nós fomos dando vida ao invisível dos corpos, aos poucos. Como se a vida tivesse arrancado um pedaço desses personagens, nos obrigando a dar poesia e intenção a objetos que se tornaram corpos, e corpos que se tornaram objetos”, explica André

A cenografia de Gritos é uma instalaçãplástica composta por estruturas de colchões de mola, que vão se transformando em objetos insólitos ao longo da peça. Em alguns momentos, os colchões formam labirintos de onde os personagens procuram uma saída. Em outros, um quarto para um encontro amoroso. Na pesquisa da Cia. Dos à Deux, a cenografia é mutável, com arquitetura servindo organicamente à dramaturgia – à qual, assim como nas criações anteriores, a luz se funde, sublinhando os espaços cenográficos criados pela dupla. “Trabalhar a luz como um personagem sempre fez parte de nossa pesquisa”, conta Artur. “Nosso universo é construído pensando num todo: luz, cenário, bonecos e dramaturgia caminham juntos”, complementa André.   

As indicações aos maiores prêmios do teatro brasileiro apontam para o reconhecimento do espetáculo Gritoscomo um dos notáveis na lista de estreias de 2016. No Prêmio Shell, o espetáculo recebeu indicações de Melhor Cenário e Melhor Direção. Outras quatro indicações figuram na lista do Prêmio APTR – Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Iluminação e Melhor Música. No Prêmio Botequim Cultural, a peça figura em nove indicações: Melhor peça de drama/comédia, Melhor Direção, Melhor Autor, Atores, Melhor Iluminação, Melhor Cenografia, Direção Musical e Prêmio Especial pela Pesquisa e Criação de Bonecos e Objetos de Cena. Já no Prêmio Cesgranrio de Teatro, quatro indicações figuram na lista da Companhia: as de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Cenário e Melhor Iluminação. A Cia. Dos à Deux venceu os prêmios de Cenário e Iluminação pela Cesgranrio.

OS TRÊS POEMAS– OS TRÊS GRITOS  

Grito 1: Louise 
Louise nasceu num corpo de homem que ela não quer. Ela deseja ser invisível aos olhares dos outros, mas se choca sempre num turbilhão de preconceitos, intolerância e homofobia. A mãe de Louise é uma velha senhoradoente,também invisível perante a sociedade edependetotalmente de seu filho(a) para existir.

Grito 2:  O homem
Um poema metafórico sobre o homem que perdeu a cabeça. Um muro os divide.A cabeça de um lado, dentro de uma gaiola, o corpo de outro. Um poema gestual entre o sonho, o onírico e o absurdo.

Grito 3:  Kalsun
Numa atmosfera surrealista, uma mulher vestida de negro surge revelando sua beleza e seus gestos lentos. Uma dança de amor misteriosa começa, com som de bombas ao longe. Uma bomba interrompe a noite de amor. 

SOBRE A CIA. DOS À DEUX

Artur Luanda Ribeiro e André Curti se conheceram durante um festival em Paris, em 1997, e decidiram começar juntos uma pesquisa teatral e coreográfica, tendo como inspiração a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett. Um ano mais tarde, em 1998, nascia o primeiro trabalho, Dos à Deuxespetáculo que deu nome à companhia e já foi apresentado em quase todos os países da Europa, além da África, América do Sul, Coréia do Sul e na Índia.

Depois de mais de duas décadas morando na França, a Cia. Dos à Deux passou a ter duas sedes há cinco anos, sendo uma em Paris e outra no Rio de Janeiro – onde a dupla reformou um cortiço construído em 1846, no bairro da Glória. O lugar é a sede do grupo no Brasil e está se estabelecendo como um espaço para abrigar residências artísticas. A Cia Dos à Deux já percorreu cerca de 50 países, somando mais de 1.500 apresentações por toda a Europa, África Central, Ásia, Polinésia Francesa, Emirados Árabes e América do Sul. O repertório é formado por: Dos à Deux (1998), Aux pieds de la lettre(2002), Saudade em terras d’água (2006), Fragmentos do desejo (2009), Ausência (solo com Luís Melo, de 2012), Dos à Deux 2º ato (2015) e Irmãos de sangue (2013).

André Curti é diretor, coreógrafo e intérprete. Entre 1983 a 1990, se forma como ator e bailarino na Escola Jogo Estúdio e na Escola Vento Forte, em São Paulo. Atua em A Casa de Bernarda Alba, de Garcia Lorca, dirigido por Eugênia Teresa. Ensina o teatro na Escola Jogo Estúdio para um público de amadores. No cinema, trabalha com Hilda Machado e Renato Tapajós. Desde 1990 na França, faz parceria com Olivier FornutJoel e Joel Daguerre. Atua na companhia Le G.R.A.L, dirigida por Odile Michel e Patrick Olivier. Atua na companhia de teatro de rua Cirka Teater, na Noruega, no espetáculoPoste Restante, dirigido por Anne Marit. De 1992 a 1998, atua e dança na companhia de teatro e dançA Fleur de Peau, dirigida por Denise Namura e Michel Budghan. Em 1998 cria a companhia de teatro gestual Dos à Deux, junto com Artur Ribeiro, tendo no repertório a criação de 10 espetáculos.

Artur Luanda Ribeiro é diretor, cenógrafo, iluminador e intérprete. Seguiu uma formação em teatro pela UniRio, em dança pela Escola Angel Vianna, sapateado com Flavio Salles e formação em ator frente à câmera com Tizuka Yamasaki.  Trabalha no Brasil com diretores como Márcio Vianna. Na França desde 1994, se forma na Escola de Mímica Corporal Dramática de Paris, dirigido por Stewen Watson e Corinne Soun e na Universidade Nouvelle Sourbonne-Paris III no curso Licenciatura em Estudos Teatrais. Paralelamente, se formou em outras técnicas como: clown e jogo de máscaras com Serge Poncelet e butô e contato improvisação com Catherine Dubois. Na França, trabalhou como ator e bailarino em diversas cias: Joseph Nadj, ThéâtreYunké, in Extremis, Annie Schindler e Catherine Dubois. Em 1998 cria a compainha de teatro gestual Dos à Deux junto com André Curti, tendo no reportorio a criação de 10 espetaculos.

Mais informações no site oficial da Cia. Dos à Deuxwww.dosadeux.com
FICHA TÉCNICA  
Espetáculo: Gritos 
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil 
Concepção, dramaturgia, cenografia e direção: Artur Luanda Ribeiro e André Curti 
Interpretação: Artur Luanda Ribeiro e André Curti 
Pesquisa e realização objetos/bonecos: Natacha Belova e Bruno Dante 
Assistente de realização objetos/bonecos: Cleyton Diirr
Criação Musical Grito 1: Fernando Mota 
Colaboração: Beto Lemos e Marcelo H
Gritos 2 e 3
Direção Musical: Beto Lemos
Criação Musical: Marcelo H
Cenotécnico: Jessé Natan 
Iluminação: Artur Luanda Ribeiro e Hugo Mercier 
Figurinos: Thanara Schonardie
Contramestra: Maria Madelana Oliveira
Comunicação visual: Bruno Dante
Técnico de Luz : PH
Técnico de Som: Gabriel Reis
Contrarregra: Jessé Natan e Leandro Brander
Direção de Produção: Sergio Saboya  
Produção executiva: Ana Casalli
Difusão - França:Drôles de Dames 
Realização próteses: Dra. Rita Guimarães de Freitas
Fotos: Renato Mangolin
Assessoria de Imprensa:Um Nome Comunicação

TURNÊ GRITOS 
CCBB Rio de Janeiro> de 17 de novembro a 16 de janeiro de 2017
CCBB Brasília> de 8 de fevereiro a 5 de março de 2017 
CCBB São Paulo> de 10 de março a 24 de abril de 2017 
CCBB Belo Horizonte>de 4 de maio a 12 de junho de 2017 



SERVIÇO CCBB BRASÍLIA
Espetáculo: Gritos - 2 a 5 de março de 2017
Dias e horários: Quinta a domingo (02 a 05/02), às 20h
Sessão extra: 05 de março, às 17h
Local: CCBB Brasília – Teatro I (SCES Trecho 2

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